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A FOSSILIZAÇÃO

  • Thaís Marchioro
  • 27 de jul. de 2015
  • 3 min de leitura

Aqui no XBURGESS já falamos de alguns fósseis bem bacanas e de outras curiosidades sobre o mundo paleontológico mas ainda não discutimos como é possível que um ser que viveu a milhões de anos atrás pode ser encontrado em meio às rochas, pois então achei justo um post sobre isso.

Fossilização são processos que propiciam a preservação dos restos de organismos ou dos seus vestígios.

O organismo pode ter o corpo formado por partes moles, vulgarmente pode-se dizer que são as partes “não mineralizadas” como plantas ou inseto, sua preservação requer um ambiente anóxico pois o oxigênio degrada a matéria orgânica. Partes duras, ou seja “partes mineralizadas” são os ossos e conchas, e são comumente preservadas. O organismo pode ainda ser constituído por ambas as partes.

Para entender o modo de preservação, deve-se levar em conta a composição mineralógica (partes duras), composição química, estrutura do corpo, sedimentos, entre outros aspectos.

Os TIPOS DE FOSSILIZAÇÃO são:

- Preservação sem alteração da composição química e sem alteração mineralógica, são as de partes duras formadas por minerais estáveis, não é uma modalidade muito frequente mas pode ocorrer em bivalves, braquiópodes e ossos de vertebrados, esporomorfos;

- Recristalização quando há uma mudança mineralógica que propicie a estabilidade mineral seja uma aragonita (CaCO3) gerando uma calcita (CaCO3), uma calcita gerando outra calcita com cristais maiores ou menores;

foto: Cristina Vega

Concha de bivalve A (concha original de aragonita) B (recristalização de calcita). Foto: Cristina Vega

- Incrustação corresponde ao revestimento de uma parte dura por uma crosta mineral, esse processo ocorre principalmente em grutas calcárias. A incrustação não tem influência sobre a composição química da parte dura envolvida;

foto: Cristina Vega

Concha de gastrópode atual (esquerda) e com incrustação (direita). Foto: Cristina Vega

- Permineralização é o preenchimento dos poros ou pequenas cavidades do objeto por um mineral qualquer, pode ocorrer em troncos de árvores formando as chamadas “florestas petrificadas”, ossos, e resulta na deformação da estrutura;

foto: Cristina Vega

Osso (branco) com permineralização de hidroxiapatita (vermelho). Foto: Cristina Vega

- Substituição ocorre quando há dissolução e remoção do material por águas intersticiais com deposição simultânea ou tardia de algum material, que pode ser carbonato (calcificação), silica (silicificação), óxido (limonitização), e sulfeto de ferro (piritização). Quando reproduz a forma do objeto primitivo à custa do molde interno e externo, diz-se que é um contramolde;

foto: Cristina Vega

Australospirifer com piritização. Foto: Cristina Vega

- Concreção é um processo cujo corpo é o núcleo e ao seu redor ocorre como se fosse uma mineralização. Formam os ictiólitos (concreção de peixe fóssil) comuns na Chapada do Araripe (Formação Santana, de idade Cretácea), são elipsóides de composição calcária;

foto: Cristina Vega

Ictiólito da Bacia do Araripe. Foto: Cristina Vega

- Carbonificação é comum em vegetais e alguns animais (língulas, orbiculóides) e é em decorrência da perda progressiva de elementos voláteis e concentração de carbono, formando uma película e ocorre em meio aquático.

foto: Cristina Vega

Folhas de licófita. Foto: Cristina Vega

- A degradação total mas lenta das partes moles propiciam a perservação da morfologia através de moldes, numa situação de ambiente de baixo oxigênio e matriz fina.

Alguns dos processos de fossilização são tão extraordinários que conservam o corpo perfeitamente quase como se ainda estivessem vivos por exemplo a preservação em âmbar, e a criopreservação (congelamento), e por serem tão mágicos merecem um post específico futuramente.

REFERÊNCIAS:

As fotos foram retiradas do acervo online GERDAU museu das minas e do metal

- MENDES, J.C.; Paleontologia básica. São Paulo: T.A. Quiroz: Ed. da Universidade de São Paulo,1988 (biblioteca de ciências naturais v.13)

 
 
 

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